Saúde mental de mulheres imigrantes racializadas em Portugal: uma análise interseccional e decolonial
Palavras-chave:
Mulheres imigrantes racializadas, Saúde mental, Interseccionalidade, Decolonialidade, Políticas públicasResumo
Este artigo analisa os desafios enfrentados por mulheres imigrantes racializadas no acesso aos serviços de saúde mental em Portugal. A escassez de estudos dedicados a essa população motivou a realização de uma reflexão teórica e crítica, fundamentada em referenciais feministas interseccionais e decoloniais. A análise revela que desigualdades estruturais, práticas discriminatórias e a ausência de sensibilidade cultural nos atendimentos continuam a reforçar barreiras ao cuidado psicológico. Como implicações, aponta-se a necessidade urgente de repensar políticas públicas de saúde mental, investir em formações profissionais orientadas por modelos críticos de competências multiculturais e incorporar perspectivas que problematizem as consequências da colonialidade ainda presente nos serviços de saúde mental no contexto português.
